Mostrando postagens com marcador Octavio Paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Octavio Paz. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de janeiro de 2012

Primeira citação do ano ...



" Os verdadeiros sábios não tem outra missão

que aquela de nos fazer rir por meio de

seus pensamentos e de nos fazer pensar por

meio de seus chistes ."


Octávio Paz

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Octavio Paz



" Todos os dias atravessamos a mesma rua ou

o mesmo jardim ; todas as tardes nossos olhos

batem no mesmo muro avermelhado feito de

tijolos e tempo urbano .

De repente , num dia qualquer ,a rua dá para um

outro mundo , o jardim acaba de nascer ,

o muro fatigado se cobre de signos.

Nunca os tínhamos visto e agora ficamos

espantados por eles serem assim :

tanto e tão esmagadoramente reais .

Não , isso que estamos vendo pela primeira vez ,

já havíamos visto antes .

Em algum lugar , onde nunca estivemos ,

já estavam o muro , a rua , o jardim.

E à surpresa segue-se a nostalgia .

Parece que recordamos e quereríamos voltar

para lá , para esse lugar onde as coisas

são sempre assim , banhadas por uma luz

antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer .

Nós também somos de lá .

Um sopro nos golpeia a fronte .

Estamos encantados ...

Adivinhamos que somos de um outro mundo ."

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Octavio Paz



Palavras em forma redemoinho


" Abro a janela

que dá

pra nenhuma parte

A janela

que se abre para dentro

O vento

levanta

instantâneas levíssimas

torres de poeira giratória

São

mais altas que esta casa

Cabem

nesta folha

Caem e se levantam

Antes que digam

algo

ao dobrar a folha

se dispersam

Torvelinhos de ecos

aspirados inspirados

por seu próprio girar

Agora

abrem-se noutro espaço

Dizem

não o que dizemos

outra coisa sempre outra

a mesma coisa sempre

Palavras do poema

não as dizemos nunca

O poema nos diz ."

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Octavio Paz : Vento, água , pedra



"A água perfura a pedra ,

o vento dispersa a água ,

a pedra detém o vento .

Água , vento , pedra .



O vento esculpe a pedra ,

a pedra é taça da água ,

a água escapa e é vento .

Pedra , vento , água .


O vento em seus giros canta ,

a água ao andar murmura ,

a pedra imóvel se cala .

Vento , água , pedra .


Um é outro e é nenhum :

entre seus nomes vazios ,

passam e se desvanecem .

Água , pedra , vento ."