terça-feira, 20 de novembro de 2012

CANÇÃO

Anna  e  Elena  Balbusso
 
" Não  te  fies  do  tempo  nem  da  eternidade ,
que  as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo !
Apressa-te , amor , que amanhã  eu  morro ,
que amanhã  morro e não te vejo !
 
Não  demores  tão  longe , em lugar  tão  secreto ,
nácar  de  silêncio  que  o  mar  comprime ,
o lábio ,  limite do instante  absoluto !
Apressa-te   amor , que amanhã  eu morro ,
que amanhã  eu  morro e não te escuto !
 
Aparece-me  agora , que ainda reconheço
a anêmona  aberta  na   tua  face
e  em  redor  dos  muros   o  vento  inimigo ...
Apressa-te  amor  que  amanhã  eu morro ,
que  amanhã  eu  morro  e  não  te  digo ..."
 
Cecília  Meireles
 

8 comentários:

  1. Lindo poema de Cecília, parabéns pela postagem.

    Abraços

    ResponderExcluir
  2. Olá, Marisa, com respeito. Desejo-lhe um ótimo dia com a família. A vida é muito curta. Você tem que viver todos os dias para a intensidade máxima.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com você , Cristian.
      Obrigada pela visita.
      Beijos

      Excluir
  3. Precioso Poema para amarrarse al Amor sin concesiones.
    Un abrazo.

    ResponderExcluir
  4. MARISA,

    lindísimo poema de Cecilia Meireles,sentimetos à flor da pele e você escolheu com rara habilidade este presente para os seus seguidores.

    Um abração carioca.

    ResponderExcluir
  5. Paulo ,
    A consciência da efemeridade está bastante clara no poema , não é ?
    Também da melancolia ...
    Obrigada pela visita .
    Grande abraço

    ResponderExcluir